Representantes da categoria metroferroviária se reúnem com a bancada de negociação da CBTU
No dia 11 de julho de 2023, às 10h, na sede da CBTU/REC, os representantes da categoria metroferroviária se reuniram com a bancada de negociação da empresa. Com fulcro na ata da terceira rodada de negociação, ocorrida no dia 19 de junho de 2023, as negociações estavam encerradas, devendo os sindicatos apresentarem a categoria e a CBTU levaria as demandas para apreciação da SEST.
Assim como programado, todos os sindicatos apresentaram, em sede de assembleia, a minuta do pretendido acordo coletivo, que foi amplamente divulgado e aprovado em algumas unidades. E, no dia hoje, como deveria ser o fluxo natural, os sindicatos iriam assinar oficialmente o ACT, tendo em vista que NADA FOI INFORMADO OFICIALMENTE AOS SINDICATOS SOBRE A APRECIAÇÃO DA SEST.
Deve-se lembrar que, no dia 04 de julho, foi realizada a reunião da CBTU com a SEST para dar o referendo sobre o tema e, ABSOLUTAMENTE NADA FOI REPASSADO PARA OS SINDICATOS. Diante do silêncio ensurdecedor quanto a essa reunião entre a SEST e CBTU, instalou-se ansiedade e apavoramento em todos os empregados, tendo em vista que, depois de anos de duras penas impostas aos direitos dos trabalhadores metroferroviários, teríamos um ACT digno. Tal expectativa se agrava drasticamente quando, de forma irresponsável, o Diretor-Presidente prometeu, de forma pública, aos empregados da operação da CBTU-REC que seria concedido o piso salarial, correspondente ao nível 115 (sistema 2 – ASM do PES) para tais e que inclusive já havia viabilizado a dotação orçamentária para tal feito.
Buscando a transparência devida que os trabalhadores merecem, os sindicatos, mediante as condições apresentadas e depois de já ter tido a aprovação da categoria, solicitaram que a empresa pedisse de forma oficial para reabrir as negociações, explicitando os motivos pelos quais levaram as negativas dos pleitos e, na oportunidade, já apresentar uma contraproposta para ser apreciada pela categoria.
A fundamentação lógica do pedido da formalização é que, até o atual momento, nem os representantes dos empregados sabem o que objetivamente foi negado, mantendo-se na escuridão das informações e sendo pressionados pela base por não terem as informações devidas sobre o assunto.
É inadmissível que, em uma conjuntura tão delicada, os sindicatos e os próprios empregados sejam tão desrespeitados. Tantas promessas e acordos sendo rompidos sem uma justificativa digna para acalmar os corações da categoria que vem se mostrando tão eufóricos e ansiosos mediante ao prometido.
Tudo que pedimos e esperamos é respeito e transparência quanto aos nossos anseios!
SINDICATO DOS TRABALHADORES EM EMPRESAS METROVIÁRIAS E CONEXOS DE PERNAMBUCO
SINDICATO DOS TRABALHADORES EM EMPRESAS FERROVIÁRIAS DA ZONA DA CENTRAL DO BRASIL
SINDICATO DOS TRABALHADORES EM EMPRESAS FERROVIÁRIAS DO RIO DE JANEIRO
SINDICATO DOS TRABALHADORES EM EMPRESAS FERROVIÁRIAS DO NORDESTE
SINDICATO DOS TRABALHADORES EM EMPRESAS FERROVIÁRIAS NO ESTADO DA
PARAÍBA
SINDICATO DOS TRABALHADORES EM EMPRESAS FERROVIÁRIAS NO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE
SINDICATO DOS TRABALHADORES EM EMPRESAS FERROVIÁRIAS NO ESTADO DE ALAGOAS
FENAMETRO
FISENGE
Enfatiza-se que o sindicato não se nega a negociar! Mas, por óbvio, se quer que siga as devidas formalidades. Se houve negação das cláusulas, não seria correto que a empresa, de forma antecipada, informasse quais foram negadas ou se foram todas? E se negou, qual o motivo? E se, nada que foi prometido não será mais cumprido, não seria o correto apresentar uma nova proposta para que, O FÓRUM COMPETENTE, que é a categoria metroferroviária avalie a real situação?
Por óbvio, os sindicatos são porta-vozes da soberania da categoria. Sendo assim, são os empregados que detém o poder de decidir o futuro dessa negociação: se voltamos a discutir às cláusulas tão prometidas pela bancada empresarial ou se encaminharemos para outras medidas cabíveis.