Metroviários aprovam proposta de luta e marcam novas datas de Assembleias para avaliar a possibilidade de paralisação do sistema
O Sindmetro-PE realizou, na noite de hoje, 25 de junho, mais uma Assembleia Geral para deliberar sobre as compensações dos dias de greve de 2023 e explicar os informes sobre o Acordo Coletivo de Trabalho 2024-2025 (ACT) e sobre o Acordo Coletivo Especial (ACE).
O presidente do Sindmetro-PE, Luiz Soares, iniciou sua fala explicando a importância da aprovação do Acordo Coletivo Especial. “É importante explicar aqui que o Acordo especial serve a todos e todas, serve para os aposentados, quem tem 30 anos de empresa, quem tem 10 anos de empresa, mas, infelizmente, a direção da empresa não seguiu com o Acordo e estamos estagnados. O ACT deste ano já mostra que será muito difícil”, analisou Luiz.
A categoria aprovou a proposta de lutar contra a reposição dos dias parados na greve de 2023, pois precisa ser validado o acordo feito no TRF5 (Tribunal Regional Federal da 5ª Região), que compensa os dias parados. A empresa funcionou todos os dias com a frota reduzida, seguindo a proposta dada na ocasião pela Superintendência da CBTU, que priorizava o atendimento à população nos horários de pico (das 5h às 9h e das 18h30 às 20h30).
Outra proposta aprovada é a realização de uma nova Assembleia no dia 9 de julho para encaminhar questões na luta pela retirada do sistema do PND (Programa Nacional de Desestatização) e uma nova Assembleia com indicativo de greve para o dia 25 de julho, caso as negociações não avancem e a empresa não responda às solicitações exigidas pelos metroviários e metroviárias.