Comunicado segunda rodada de negociação do ACT 2026/2027

Os sindicatos que compõem a base da CBTU participaram das negociações do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2026/2027, realizadas entre os dias 18 e 20 de maio, em João Pessoa. O que deveria ser um espaço legítimo de diálogo e construção coletiva transformou-se, mais uma vez, em um cenário de desrespeito aos trabalhadores e de absoluto descaso por parte da direção da empresa.

A contraproposta apresentada pela CBTU limitou-se à simples manutenção das cláusulas já existentes no ACT anterior, acompanhada de um reajuste salarial de apenas 3,29%, índice inferior ao INPC acumulado até abril de 2026. Na prática, a proposta representa perda do poder de compra, achatamento salarial e mais um ataque às condições de vida dos metroferroviários, que diariamente garantem a prestação de um serviço essencial à população.

Mesmo diante da postura intransigente da empresa, a bancada sindical demonstrou maturidade e disposição para avançar nas negociações, retirando 57 cláusulas da pauta original para dar maior celeridade às tratativas. Ainda assim, a CBTU não apresentou qualquer contrapartida concreta, evidenciando a falta de compromisso com uma negociação séria e equilibrada.

As entidades sindicais também cobraram a apresentação de estudos técnicos, atuariais, financeiros e memórias de cálculo que comprovassem as alegadas limitações orçamentárias utilizadas pela empresa como justificativa para negar avanços à categoria.
No entanto, mais uma vez, a CBTU se esquivou de apresentar transparência e dados consistentes que sustentem seu discurso. Outro ponto amplamente debatido foi a proposta de extinção da escala 6x1, sem redução salarial e com jornada máxima de 40 horas semanais.

A medida representa um avanço necessário para a qualidade de vida e saúde dos trabalhadores, que há anos enfrentam jornadas desgastantes e escalas sacrificantes. O tema seguirá em discussão nas próximas rodadas de negociação.

Reafirmamos como pauta primordial a celebração de um ACT com vigência bianual, garantindo estabilidade, segurança jurídica e previsibilidade nas relações de trabalho.

Nesse sentido, foi duramente criticada a tentativa da CBTU de limitar a vigência do ACT apenas até 31/05, criando um ambiente de insegurança e utilizando a possibilidade de retirada das garantias coletivas como mecanismo de pressão contra os trabalhadores.

Esse cenário só reforça a necessidade de unidade e mobilização permanente dos trabalhadores. Nenhum direito foi conquistado sem luta e resistência por parte da classe trabalhadora. As trabalhadoras e trabalhadores devem seguir atentos, organizados para enfrentar qualquer tentativa de retirada de direitos e desvalorização cotidiana.

A DIRETORIA UNIFICADA DOS SINDICATOS METROFERROVIÁRIOS

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