Cemitério de canibalismo é a oficina dos trens/ VLT’s da Linha Diesel da CBTU Recife

O Sindmetro-PE visitou a oficina dos trens VLTs da linha diesel da CBTU e realizou registros para o conhecimento público entender o abandono que se encontra a oficina por falta de investimento e verbas de custeio.

O governo federal é o responsável pelo sucateamento e pela prática de canibalismo dos trens VLTs que é motivado pela falta de verbas que não estão sendo enviadas pelo governo. A falta de dinheiro para compra de peças, resulta na retirada de outros trens que estão parados e esse é o único modo que os funcionários podem fazer para que o sistema não pare e continue atendendo a população.

O presidente do Sindmetro-PE, Luiz Soares, falou sobre a importância do envio de verbas para que as ações que precisam ser feitas nos VLTs.  “É necessário recuperar o nosso sistema e na situação que se encontra é muito deficitário o nosso VLT, por isso hoje estamos operando com 2, 3 VLTs. Como é que a gente vai poder atender melhor a população do Cabo e do Curado com esse VLT que é necessário comprar mais composições, comprar mais peças de reposição para colocar esse sistema de novo em funcionamento. Nessa situação que está fica muito difícil”, explicou Luiz.

A falta de investimentos e verbas de custeios para manter a operacionalidade dos VLT’s da linha diesel, e para as compras de insumos e peças de reposição colapsa do sistema por falta de material rodante. A linha diesel atende as comunidades de Angelo Freire, Pontezinha, Ponte dos Carvalhos, Santo Inácio, Marcos Freire e Jorge Lins.

O diretor do Sindmetro-PE, Daniel Fonseca, observou as condições de trabalho e os perigos à saúde dos trabalhadores do local. “Condições totalmente inadequadas de trabalho, desrespeitando as normas regulamentadoras que a gente conhece, resultando em problemas de saúde, tanto física, quanto psicológica do trabalhador”.

A diretora do Sindmetro-PE, Telma Barbosa, falou sobre a situação das locomotivas e informou que uma delas já está precisando sofrer desmanches, pela falta de peças necessárias e a falta de verbas para compra de outras peças. “Duas locomotivas que estão aqui, os trabalhadores afirmaram que uma também está sendo canibalizada para que a outra consiga funcionar”, informou.

A prática denominada de CANIBALISMO DE BENS PÚBLICOS, é vedada pela administração pública. Atualmente, dos 9 (nove) VLTs que a CBTU possui, apenas 4 (quatro) podem ser liberados para operação. Os recursos que o COLOC recebe são insuficientes para manter a frota de VLTs em condições adequadas de manutenção. Ao longo de 8 anos de operação, 5 VLT’s encontram-se inoperantes, breve a linha diesel atingira número mínimo de VLT’s para atender a população beneficiada.

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